em Paraty.
felizfeliz, aproveitando td aqui, e com expectativas da volta ;)
sábado, 24 de setembro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
To indo dormir, chorando. chorando muito.
hj o dia foi agradável, trabalhei um pouco, joguei frescobol, andei de bike, vi novela das seis com meu avô..até aí td muito bem, mas incrível como respostas alheias, ou indiretas de quem vc ja amou, etc, tem o poder de me ferir tanto. e eu não to de tpm. mas to extremamente triste. foram coisas que li na internet, foi resposta de uma cliente: um prejuizo que não tava esperando, mas vou tomar. e pra não entrar mais a fundo na discussão, me calo, aceito, acato do jeito que ela quiser.Eu queria fazer um post privado, seria esse, mas pelo jeito só dá pra tornar todos privados..se alguem me lê, é isso mesmo? =/
Precisava mto desabafar as outras coisas, mas o post teria que ser só meu..enfim, já que não consegui, vou ficando por aqui.
nada bem, emocionalmente mt frágil, com vtd de sumir do mundo e da vida das pessoas.
foda.
hj o dia foi agradável, trabalhei um pouco, joguei frescobol, andei de bike, vi novela das seis com meu avô..até aí td muito bem, mas incrível como respostas alheias, ou indiretas de quem vc ja amou, etc, tem o poder de me ferir tanto. e eu não to de tpm. mas to extremamente triste. foram coisas que li na internet, foi resposta de uma cliente: um prejuizo que não tava esperando, mas vou tomar. e pra não entrar mais a fundo na discussão, me calo, aceito, acato do jeito que ela quiser.Eu queria fazer um post privado, seria esse, mas pelo jeito só dá pra tornar todos privados..se alguem me lê, é isso mesmo? =/
Precisava mto desabafar as outras coisas, mas o post teria que ser só meu..enfim, já que não consegui, vou ficando por aqui.
nada bem, emocionalmente mt frágil, com vtd de sumir do mundo e da vida das pessoas.
foda.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
sobre o amor.
Amor é o que se aprende sem ciência. É experiência do beijo. De olhar os olhos de alguém no instante que acorda: sonolentos e cheios de aurora. O amor cheira a amaciante: roupas amassadas sobre a cama, bagunça no guarda-roupa, calcinhas pelo chão. Amor é o substantivo que só se verbaliza quando perde a primeira pessoa do singular. E não tem regência verbo-nominal. Perde a concordância. Objetos indiretos. Predicação duvidosa. Sujeito composto-oculto-indefinido. Amor é perder a gramática, pra ganhar a poesia.
E tem gente que acha que não. É uma agonia de tornar o amor coerente. Um poder de calar, quando o melhor é o berro. E assim ameniza o amor. Dopa. Até que morra, mofino e sem sentido. Amor é tudo que as pessoas querem, depois de pipoca e cinema norte-bobo-americano. E é tudo que não cabe no cotidiano medido: na feira do mês, na palavra exata, na resposta esperada, na sintonia perfeita, na frase de efeito, no livro de auto-ajuda, nos previsão do horóscopo, no blog. O amor é a possibilidade de delírio a partir das coisas mais banais. É enroscar os pés, sob os lençóis, no calor de uma quarta-feira. É água de coco comprada à beira-mar, apenas para refrescar a ressaca, ou a tensão, ou coisa nenhuma. É o gesto mais bobo e mais cheio de significado. É perder a desinência na pessoalidade do outro. E não achar que ta em prejuízo. Que amor não preço, tabela de mercado, coerência matemática. O amor só vale a pena quando a gente quer abrir mão de alguma coisa. Seja de um adjetivo, de uma pegação, de uma lógica, de um verbo, de um medo, de um nada, de tudo, talvez. Amor acontece quando a gente se distrai. E depois olha a pessoa e acha o mundo estranho sem ela. Acho que o amor é a coisa mais equivocada e mais linda. Por isso é humano. Amor de plástico, com embalagem pop de dia perfeito dos namorados eu não quero. Quero amor feinho (adélia prado, perdoe o plágio, é só devoção a seu verso). Não quero ninguém igual a mim, que me dê todas as respostas. Não quero amor engomado. Proto e acabado; fast food; ao consumo imediato. Quero o amor que conflita. Que olha nos olhos da diferença. Ajusta o advérbio, para caber no modo no outro. Não pelo gosto do encaixe, mas pelo desejo de estar ao lado. Acho que o amor acontece quando a gente arquiva o método perfeito; o conceito acabado; a metodologia definida. Mesmo que precise doer. Mesmo que precise chorar. O amor é cutucar as gavetas e encontrar as peças íntimas do outro. Porque as coisas mais triviais do cotidiano estão emaranhadas: nos cômodos, nas veias, nas cartas, nos suspiros. O amor acontece quando a gente não se encontra nos nossos gestos mais sabidos. Porque bagunçou os acenos, as verdades, o eu. Porque não é mais sozinho. E se confunde com o outro. São as bobagens mais deleitáveis. Mesmo que tudo desarrume depois, ou não. Mesmo que não encaixe. Amor perde o endereço.O amor não mede. Não tem tempo. Só intensidade. Amor é atemporal. Melhor: amor é temporal. E eu, menina enxaguada, choro baixinho. O amor que poderia ter sido, e não foi, e não é, e talvez seja. E eu descubra mais tarde, quando desarquivar a ciência. E for tarde demais para o amor.
http://afloreanausea.blig.ig.com.br/
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E tem gente que acha que não. É uma agonia de tornar o amor coerente. Um poder de calar, quando o melhor é o berro. E assim ameniza o amor. Dopa. Até que morra, mofino e sem sentido. Amor é tudo que as pessoas querem, depois de pipoca e cinema norte-bobo-americano. E é tudo que não cabe no cotidiano medido: na feira do mês, na palavra exata, na resposta esperada, na sintonia perfeita, na frase de efeito, no livro de auto-ajuda, nos previsão do horóscopo, no blog. O amor é a possibilidade de delírio a partir das coisas mais banais. É enroscar os pés, sob os lençóis, no calor de uma quarta-feira. É água de coco comprada à beira-mar, apenas para refrescar a ressaca, ou a tensão, ou coisa nenhuma. É o gesto mais bobo e mais cheio de significado. É perder a desinência na pessoalidade do outro. E não achar que ta em prejuízo. Que amor não preço, tabela de mercado, coerência matemática. O amor só vale a pena quando a gente quer abrir mão de alguma coisa. Seja de um adjetivo, de uma pegação, de uma lógica, de um verbo, de um medo, de um nada, de tudo, talvez. Amor acontece quando a gente se distrai. E depois olha a pessoa e acha o mundo estranho sem ela. Acho que o amor é a coisa mais equivocada e mais linda. Por isso é humano. Amor de plástico, com embalagem pop de dia perfeito dos namorados eu não quero. Quero amor feinho (adélia prado, perdoe o plágio, é só devoção a seu verso). Não quero ninguém igual a mim, que me dê todas as respostas. Não quero amor engomado. Proto e acabado; fast food; ao consumo imediato. Quero o amor que conflita. Que olha nos olhos da diferença. Ajusta o advérbio, para caber no modo no outro. Não pelo gosto do encaixe, mas pelo desejo de estar ao lado. Acho que o amor acontece quando a gente arquiva o método perfeito; o conceito acabado; a metodologia definida. Mesmo que precise doer. Mesmo que precise chorar. O amor é cutucar as gavetas e encontrar as peças íntimas do outro. Porque as coisas mais triviais do cotidiano estão emaranhadas: nos cômodos, nas veias, nas cartas, nos suspiros. O amor acontece quando a gente não se encontra nos nossos gestos mais sabidos. Porque bagunçou os acenos, as verdades, o eu. Porque não é mais sozinho. E se confunde com o outro. São as bobagens mais deleitáveis. Mesmo que tudo desarrume depois, ou não. Mesmo que não encaixe. Amor perde o endereço.O amor não mede. Não tem tempo. Só intensidade. Amor é atemporal. Melhor: amor é temporal. E eu, menina enxaguada, choro baixinho. O amor que poderia ter sido, e não foi, e não é, e talvez seja. E eu descubra mais tarde, quando desarquivar a ciência. E for tarde demais para o amor.
http://afloreanausea.blig.ig.com.br/
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